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O Egito foi uma das maiores civilizações da antiguidade e surgiu a partir da ocupação do vale do Rio Nilo. Cerca de 5 mil anos atrás, o rei Menés unificou as terras do Alto e Baixo Egito e deu início a uma sequência de dinastias que dominou a região por três milênios. O reino sucumbiu e foi anexado pelo Império Romano. O território também foi dominado pelos Bizantinos, Árabes e Otomanos até ser ocupado pelo Império Britânico em 1882. 

Em 28 de fevereiro de 1922, o país conquistou sua Independência do Reino Unido, dando origem ao Reino do Egito. Porém, os militares britânicos continuaram a ocupar o país até serem expulsos do país na Revolução de 1952, que teve como resultados a nacionalização do Canal de Suez (importante ligação marítima entre os mares Vermelho e Mediterrâneo) e a instauração de uma república. 
Durante a segunda metade do século XX, o Egito enfrentou alguns períodos de instabilidade política, incluindo uma série de conflitos armados com Israel, pela ocupação da Península do Sinai e da Faixa de Gaza. A trégua entre os dois países foi selada em 1978, após a assinatura de dois acordos de paz que foram mediados pelo presidente dos Estados Unidos na época, Jimmy Carter.

No final de 2010, uma série de protestos na Tunísia causaram a queda do presidente  Zine El Abidine Ben Ali. O movimento deu início à Primavera Árabe, uma série de manifestações em países do Norte da África e Oriente Médio que reivindicavam mudanças políticas na região. No Egito, os protestos resultaram na renúncia do ditador Hosni Mubarak que presidiu o país por 29 anos. 

Após um período de governo militar, em 2012, Mohamed Morsi venceu a eleição presidencial, mas Morsi provocou mais uma onda de protestos após seu governo publicar uma declaração constitucional provisória que lhe dava poderes ilimitados. As forças armadas do Egito tiraram Morsi do poder e colocaram em seu lugar o presidente da Suprema Corte do país, Adly Mansour, que conduziu o processo da criação da nova Constituição do Egito e da eleição do atual presidente Abdel Fattah el-Sisi.

TRAJETÓRIA OLÍMPICA

O Comitê Olímpico Egípicio foi fundado em 1910, antes da independência do país. A primeira participação foi nos Jogos de Estocolmo-1912, com apenas um atleta, o esgrimista Ahmed Hassanein, que participou das provas individuais da espada e do florete, sem conseguir passar da primeira fase.

O Egito só não participou de duas edições após a estreia, em Los Angeles-1932 e em Moscou-1980, como parte do boicote liderado pelos Estados Unidos. Em outras duas edições o país participou de boicotes, mas ainda teve atletas participando. Em 1956, Egito, Iraque e Líbano boicotaram os Jogos de Melbourne, em protesto à participação da França e do Reino Unido na invasão israelita do Canal de Suez, mas a equipe egípcia de hipismo já havia participado das provas de saltos, que aconteceram cinco meses antes do restante das competições, em Estocolmo, na Suécia. E nos Jogos de Montreal, em 1976, após o terceiro dia de competição, o Egito aderiu ao boicote africano em protesto à participação olímpica de países que participaram de competições na África do Sul, durante o apartheid. 

As primeiras medalhas vieram em Amsterdam-1928, com dois ouros, uma prata e um bronze. Os ouros foram de El-Sayed Nosseir no levantamento de peso, categoria até 82,5kg, e de Ibrahim Moustafa na luta greco-roma, na categoria leve-pesado. Mas o hino do Egito chegou a tocar em três cerimônias de entregas de medalhas. Isso porque no pódio da prova da Plataforma de 10m dos Saltos Ornamentais, Farid Samaika foi anunciado como o vencedor e o hino egípcio foi tocado, antes dos oficiais perceberem que houve um erro e que na verdade, Samaika tinha ficado em segundo lugar.

O Levantamento de peso e o Wrestling são os esportes que mais deram medalhas ao país: 21 das 32 conquistadas em 22 participações Olímpicas. Mas apenas quatro medalhas vieram das mulheres. A primeira medalhista olímpica do Egito é Abeer Mahmoud, do Levantamento de peso. Ela ganhou o bronze em Beijing-2008 e a prata nos Jogos de Londres em 2012. Mas as duas medalhas vieram retroativamente, após a desclassificação de outras medalhistas por doping. A primeira vez que uma mulher egípcia subiu ao pódio foi na Rio-2016, quando Sarah Ahmed ficou com o bronze no levantamento de peso, na categoria até 69kg.

MODALIDADES PRINCIPAIS


Futebol 

O Futebol é o esporte mais popular do país. O Derby do Cairo, disputado por Al-Ahly e Zamalek, é uma das maiores rivalidades do continente africano. As duas equipes, são as maiores vencedoras da Liga dos Campeões da África, com cinco títulos para o Zamalek e nove para o Al-Ahly, incluindo o da última edição, em 2020, que foi decidida num clássico com vitória d’Os Vermelhos por 2 a 1. 

Salah, aos 20 anos, na Olimpíada de Londres em 2012 - Foto: Jon Super/Associated Press

A seleção do país já participou de três Copas do Mundo, nunca passando da primeira fase. Em Jogos Olímpicos, o Egito participou do futebol em 11 edições, tendo como melhor resultado o quarto lugar nos Jogos de Amsterdam, em 1928, e em Tóquio 1964. Na última participação, em Londres 2012, os Faraós contaram com o craque Mohamed Salah no elenco. Na época, com apenas 20 anos, marcou três gols, inclusive um deles foi contra o Brasil, em jogo que terminou com a vitória da Seleção Brasileira.

O Egito está classificado para Tóquio-2020 e está no grupo C com Espanha, Austrália e Argentina. O técnico da equipe, Shawky Gharib, já falou em entrevista ao canal de TV egípico ON Time Sports que Salah será convocado para a Olimpíada. Basta esperar a liberação de seu clube, o Liverpool, para vermos o craque em ação nos gramados japoneses.

Levantamento de Peso

O Levantamento de Peso é o esporte que mais deu medalhas olímpicas ao Egito. Foram cinco ouros, três pratas e seis bronzes. Atualmente, o principal atleta do país na modalidade é Mohamed Ihab, campeão mundial em 2017 e prata na Rio-2016. Mas Ihab não estará em Tóquio-2020. A federação egípcia de halterofilismo (EWF em inglês) foi banida das competições por dois anos pelos casos de doping envolvendo adolescentes, registrados em dezembro de 2016. 

Handebol

O Egito é uma das potências do handebol na África, junto de Argélia e Tunísia. Os egípcios já foram campeões africanos sete vezes. Em mundiais, o melhor resultado do país foi um quarto lugar, em 2001. Já nos Jogos Olímpicos, Tóquio 2020 será a sétima participação do Egito, que tem como melhor resultado o sexto lugar nos Jogos de Atlanta, em 1996.
Seleção do Egito comemora o título do Mundial Sub-19 de 2019. Foto: IHF
Na última década, os egípcios tiveram sucesso nas categorias de base. Foram ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura 2010 e prata em Nanjing 2014. E em 2019, o Egito foi campeão mundial sub-19 de handebol.

DESTAQUES INDIVIDUAIS


Farida Osman 
Farida Osman em ação no Mundial de Esportes Aquáticos de 2017 - Foto: Reuters
Especialista no nado borboleta, foi medalhista de bronze nos 50m borboleta nos Mundiais de Esportes Aquáticos de 2017 e 2019. No ano de sua primeira medalha mundial, ela foi eleita a melhor atleta do continente africano pela Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC em inglês)

Alaaeldin  Abouelkassem 
Foto: Max Rossi/Reuters
O primeiro esgrimista africano a ganhar uma medalha olímpica, após a prata em Londres-2012, no florete individual. Atualmente ele está no top-20 do ranking mundial e deve fazer parte da equipe de florete do Egito em Tóquio.

Ahmed Hesham 
Foto: Divulgação

O MVP na conquista do Mundial Sub-19, em 2019, e é uma das estrelas do time. No mundial deste ano, marcou oito gols e foi eleito o “homem do jogo” na vitória por 35 a 26 contra Belarus.

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