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Estonianos na Cerimônia de Abertura das Olimpíadas
Dados gerais da Estônia

Introdução


A República da Estônia é um dos três Países Bálticos situado ao nordeste da Europa. O território limita-se ao norte com o golfo da Finlândia, a leste com a Rússia, ao sul com a Letônia e a oeste com o mar Báltico, que separa o território estoniano com o sueco.


Uma das curiosidades do país é que a língua estoniana faz parte do grupo fino-úgrico, bem próxima ao finlandês e com algumas influências do húngaro, línguas que também pertencem ao grupo fino-úgrico. Aliás, o estoniano é uma das quatro línguas oficiais da União Europeia que não tem origem indo-europeia.


O primeiro povo existente no atual território estoniano foram os éstios, povos nômades bem distintos dos outros povos da região, com uma cultura peculiar. Apesar da distinção, o país tem grandes ligações históricas e culturais com os países nórdicos, principalmente Finlândia, Suécia e Dinamarca.


Só no século XIX o povo estoniano teve ideia mais forte de cultura e de nação com o crescimento urbano, passando a se chamarem de Eesti ou "habitantes das terras do leste" na língua local. Antes disso, a Estônia teve durante séculos suas terras ocupadas por outros povos, como Rússia, Dinamarca, Suécia e Finlândia, o que explica a forte influência histórica e cultural.


Com o crescimento de entendimento de povo e a cultura da Estônia cada vez mais em evidência, foi a vez dos povos se unirem para a transformação de um estado autônomo em 1918.


Por ter essa característica tão peculiar de uma cultura única entre os povos da região a Estônia passou os primeiros anos de independência comprovando isso, como a criação de escolas que lecionassem em estoniano e a garantia da liberdade cultural dos povos mais pobres.

 

O problema é que esse tipo de política deixou a Estônia neutra em relação ao o que ocorria no resto do mundo, facilitando a invasão soviética no território estoniano em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. O domínio soviético durou até 1989 e a nova declaração de independência da Estônia se deu em 1991.


História olímpica da Estônia


A Estônia estreou em Jogos Olímpicos já na Antuérpia, em 1920, apenas dois anos depois de sua independência. A primeira delegação estoniana contou com 14 atletas para conquistarem as três primeiras medalhas da história já em sua estreia. Destaque para o ouro de Alfred Neuland, no levantamento de pesos.



Apenas em 1923 a Estônia foi ter seu Comitê Olímpico Nacional, um ano antes de levar 34 atletas para Paris-1924, onde saíram com 1 ouro, 1 prata e 4 bronzes. Em St. Moritz-1928, foi a vez da estreia dos estonianos nas Olimpíadas de inverno.


Depois dos Jogos de 1936, a Estônia só voltou a disputar uma Olimpíada em 1992 por conta da invasão da URSS durante o período de Segunda Guerra. Pequim-2008 foi a Olimpíada em que a Estônia levou mais atletas para competirem, com 47 esportistas.


Ao todo, o país tem 41 medalhas em oito esportes de verão diferentes. Já na Olimpíada de inverno, a Estônia se destaca no esqui cross-country, onde conquistou seis medalhas. 


Veerpalu com sua medalha de ouro em Turim-2006 - Foto: Marko Mumm

Aliás, é também do esqui a única vez que os estonianos saíram com três ouros em uma mesma edição, quando Andrus Veerpalu (15km clássico masculino) e Kristina Smigun (10km clássico feminino e perseguição combinada feminina) faturaram as douradas em Turim-2006.


No Rio, em 2016, a única medalha da Estônia saiu do remo, um esporte em que os estonianos têm crescido nas últimas Olimpíadas. Andrei Jämsä, Allar Raja, Tõnu Endrekson e Kaspar Taimsoo ganharam a medalha de bronze na prova do skiff quádruplo masculino.


Esportes destaques


+ Wrestling


O amor estoniano com a luta é antigo. Historiadores dizem que ainda nos anos 20, quando o território da Estônia era pouquíssimo urbanizado, os camponeses já se aventuravam com a luta livre.


Anos depois a Estônia começava a vivenciar os primeiros heróis do esporte. A primeira participação olímpica da Estônia foi em 1920, como citado acima. Porém, ainda em 1912 o lutador Martin Klein conquistou a prata na classe média, após derrotar Alfred Asikainen na semifinal. 


Na época, Asikainen era o favorito por ser o atual campeão mundial. Os dois lutaram por quase 12 horas, até o hoje a luta mais longa da história olímpica, em um dia de sol ao ar livre em Estocolmo. O único problema é que Martin Klein representava a Rússia, país que ainda colonizava a Estônia na época.


De 1920 a 1936 a Estônia conquistou cinco ouros na modalidade com Eduard Pütsep, Voldemar Väli, Osvald Käpp e Kristjan Palusalu - que levou o ouro no estilo livre e na greco-romana em Berlim-1936. O feito do lutador foi tão grande que o presidente da Estônia na época o presenteou com uma fazenda.


Kristjan Palusalu jogando adversário ao chão em Berlim-1936 - Foto: Comitê Olímpico Estônia

Ao todo o wrestling da Estônia conquistou 6 ouros, 3 pratas e 4 bronzes em toda a história olímpica. O último ouro foi em Helsinque-1952, com Johannes Kotkas, na luta greco-romana masculina, enquanto a última medalha saiu em Londres-2012 com Heiki Nabi, também entre os homens na greco-romana.


Na luta livre feminina o destaque fica por conta de Epp Mae, que vem em busca de sua primeira medalha olímpica. Em mundiais a atleta foi bronze em 2014 e em 2019 na categoria até 76kg.


+ Atletismo


O atletismo é outro esporte em que a Estônia tem um passado de glórias. Ainda na Olimpíada de estreia, Juri Lossmann foi prata na maratona masculina. Nos Jogos seguintes, em Paris, mais uma medalha, um bronze com Aleksander Klumberg na prova de decatlo.


O ouro só foi sair em Sidney-2000, também na modalidade que une dez provas do atletismo. Erki Nool marcou 8641 pontos para sair com a medalha dourada na competição. Em Atenas-2004 e Pequim-2008 foi a vez das provas de campo aparecerem, com a medalha de bronze de Aleksander Tammert e o ouro de Gerd Kanter, a primeira das duas conquistadas por ele no lançamento de disco, já que em 2012 ele conquistaria o bronze em Londres.


Na Rio-2016 o atletismo da Estônia passou em branco e teve como melhor colocações o 4º e 5º lugar de Martin Kupper e Gerd Kanter, respectivamente no lançamento de disco, além da sexta posição para Rasmus Magi, no 400m com barreiras.


Foto: Reprodução/Team 75 Plus

Para Tóquio-2020 a principal esperança é com Maicel Uibo, prata no Campeonato Mundial em 2019 no decatlo. Além dele, Janek Oiglane ficou em sexto lugar, voltando a colocar o decatlo da Estônia entre as primeiras posições do mundo. 


Para se ter ideia da força do decatlo estoniano, Oiglane marcou 8297 pontos quando ficou em sexto no Mundial, bem próximo da marca de 8350 pontos necessária para estar em Tóquio-2020. 


No entanto, Oiglane ainda não tem vaga olímpica. E será difícil para ele, já que além de Uibo, Karel Tilga e Johannes Erm já alcançaram o índice olímpico para colocar o máximo de atletas possíveis na prova de decatlo.


Atletas Destaques


Heiki Nabi (wrestling - luta greco-romana): Nabi é sem dúvidas o maior lutador da Estônia no século 21. O bicampeão mundial em 2006 e 2013 é uma das esperanças de pódio da Estônia em Tóquio-2020. Neste ciclo olímpico ele foi duas vezes medalhista em Mundiais na categoria até 130kg, com uma prata em 2017 e um bronze em 2019, totalizando cinco medalhas em mundiais na carreira com outro bronze em 2014. Se medalhar no Japão, será sua segunda medalha olímpica.


Nabi com a medalha de prata no Mundial de Paris em 2017 - Foto: Mihkel Maripuu

Maicel Uibo (atletismo - decatlo): Uibo carrega em si uma certa “pressão” da tradição estoniana na prova e para tirar o jejum de 21 anos sem medalha. Mesmo sem competir direito após o Mundial em que foi medalhista de prata, em 2019, Uibo segue treinando nos Estados Unidos e competindo em pequenos torneios por lá. É favorito à medalha em Tóquio-2020.


Magnus Kirt (atletismo - lançamento de dardo): Kirt é o atual medalhista de prata no Mundial de Doha, em 2019. O lançamento da medalha foi de 86.21m, mas antes disso, em junho de 2019, o estoniano lançou para 90.61 em torneio na Finlândia, simplesmente a 17ª maior marca da história da prova, o que o credencia para a disputa de medalha no Japão.


Kirt no Mundial de Doha-2019 - Foto: Aleksandra Szmigiel/Reuters/Scanpix


Epp Mäe (wrestling - luta livre): Epp tinha chances de medalha na Rio-2016 após conquistar o bronze no Mundial de 2015. No entanto, a lutadora saiu sem medalhas e só voltou a brilhar internacionalmente com o bronze no Mundial 2019, novamente uma grande competição pré-Olimpíada. Chances de medalha Epp tem, basta sabermos se ela vai concretizar as esperanças de medalha.


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